Você planejou a viagem nos mínimos detalhes, organizou os gastos, mas, com medo de ficar sem dinheiro no meio do caminho, acabou voltando para casa com uma quantia de moeda estrangeira excedente na mala? Isso é mais comum do que você possa imaginar. Da mesma forma, é muito comum a dúvida sobre o que fazer com o dinheiro estrangeiro que sobrou ao voltar para o Brasil.

 

Existem algumas opções. A primeira delas é guardá-lo em casa, mas saiba que, para não correr o risco de desvalorização da moeda, isso só vale a pena se você for fazer alguma nova viagem internacional nos próximos meses. Além da possibilidade de roubo ou furto, escolha bem o lugar onde vai guardar o dinheiro, para evitar mofo ou traças, e não esqueça que qualquer moeda estrangeira guardada em casa deve ser declarada no Imposto de Renda.

 

Uma boa opção se você pretende utilizar a quantia em próximas viagens é colocar crédito em um cartão pré-pago internacional. Você mantém o dinheiro valorizado e ainda evita dores de cabeça com possíveis desatualizações das cédulas. Outras vantagens são a segurança, pois o cartão só funciona com uso de senha pessoal, e a possibilidade de utilizar o valor creditado tanto em pagamentos à vista como para ser sacado em espécie em caixas eletrônicos de mais de 200 países, com conversão para a moeda local automaticamente. Procure saber sobre a validade e as taxas de inatividade do cartão para não ser pego de surpresa.

 

Se você não pretende viajar no prazo de dois anos, o melhor mesmo é se desfazer desse dinheiro que sobrou. E você pode começar a fazer isso assim que desembarcar do avião. Todos os aeroportos internacionais contam com vários free shops, aquelas lojas com preços irresistíveis devido à isenção ou redução dos impostos. Logo uma das opções é gastar comprando aquele eletrônico que você vem sonhando há tempos, uma bebida ou perfume para dar de presente, ou chocolates para distribuir entre os colegas de trabalho.

 

A quantia que sobrou pode também ser negociada em uma corretora de câmbio, assim você consegue ter de volta uma parte do que “investiu” para usar da forma que achar melhor. Só não faça isso assim que chegar, pois as taxas de câmbio das corretoras situadas dentro dos aeroportos costumam ser mais altas, logo você pode perder dinheiro. Acompanhe a variação cambial por alguns dias para saber qual o melhor momento e, em seguida, negocie com a corretora de sua confiança.

 

Você também pode preferir fazer a transferência do valor para uma conta que já tenha no exterior ou para um amigo ou familiar. Nesse caso, a moeda estrangeira será convertida para o real antes do envio utilizando a cotação do dia e, para garantir a segurança do processo, o ideal é também utilizar uma corretora certificada pelo Banco Central para realizar remessas internacionais.

 

Como não são aceitas na maioria das casas de câmbio do Brasil, as moedinhas locais que se acumulam na bolsa devem ser gastas até o fim da sua viagem. Junte todas elas e veja se não consegue utilizá-las em transportes públicos, fornecendo gorjetas ou comprando pequenas lembranças. Se não conseguir dispensar todas antes de voltar, considere que tenha que guardá-las como recordação. Afinal, nunca é demais recordar bons momentos, não é?