Embora muitas fronteiras internacionais ainda estejam fechadas para brasileiros, o avanço da vacinação reacendeu a esperança de quem sonha em aliar o aprendizado acadêmico à vivência diária com lugares, culturas, pessoas e costumes diferentes. Se esse é o seu caso, pode começar a planejar. Hoje, já existem modalidades de intercâmbio estudantil disponíveis para diferentes perfis, em várias partes do mundo. Mesmo por tempo limitado, a experiência promove desenvolvimento pessoal, além de ser uma excelente maneira de alavancar sua carreira profissional.

 

De forma resumida, o intercâmbio estudantil é uma viagem internacional em que se passa um tempo em outro país para adquirir conhecimentos. Normalmente, são oferecidos por empresas especializadas ou instituições de nível superior. Não existe idade certa para realizá-lo. O mais importante é saber qual o seu real objetivo, pois assim saberá também qual modalidade escolher.

 

Hoje, a modalidade de intercâmbio mais visada pelos adolescentes é o High School, em que é possível realizar parte do ensino médio em uma instituição fora do Brasil. Outra modalidade muito comum são os intercâmbios de idiomas, que duram, no máximo, seis meses, e são ideais para os que querem aprender ou se aprofundar em outra língua. Nesse caso, é importante ter clareza sobre sua expectativa e tempo disponível para escolher o curso que melhor se adapta a você. Normalmente, o estudante fica em casas de família ou residências estudantis.

 

Para quem possui um nível mais avançado de conhecimento do idioma, já é possível realizar programas combinados, do tipo ¨inglês para negócios¨, ou o intercâmbio acadêmico. Nessa modalidade, quem está cursando uma universidade aqui, pode cursar o mesmo curso em faculdades do exterior, desde que haja um convênio entre ambas. Em alguns casos, a experiência é utilizada para aproveitar créditos e diminuir o tempo de conclusão do curso. Mas, para ser aceito na universidade, é essencial ter um bom histórico escolar. Os que almejam uma mudança de carreira também podem aliar o curso de idiomas em uma universidade estrangeira a matérias de um MBA, por exemplo.

 

Outra opção é fazer um intercâmbio acadêmico com trabalho remunerado. Em alguns países, como a Irlanda e Canadá, os estudantes podem trabalhar até 20 horas semanais, enquanto estudam, e até 40 horas, durante as férias. Tudo de maneira legal e com visto. Mas, antes de optar por essa modalidade, o ideal é pesquisar bastante os destinos e os programas para compreender seus direitos e deveres. Quem estuda no exterior, normalmente, precisa de ajuda financeira para custear suas despesas básicas. Nesse caso, as empresas de intercâmbio também intermediam a seleção de estudantes em estágios remunerados nas suas áreas de atuação.

 

Há ainda a possibilidade de fazer uma pós-graduação no exterior, mas, como as normas educacionais são específicas em cada país, o mais importante antes de ingressar em qualquer categoria de seleção é saber qual a equivalência do curso escolhido no Brasil para que, na volta, seja possível validar o diploma conquistado.

 

Os destinos de intercâmbio mais procurados por quem quer aprender inglês são Estados Unidos, Canadá e Inglaterra, e talvez por isso sejam também os que mais reúnem vagas e programas. Austrália, Nova Zelândia e África do Sul também são populares pelo mesmo motivo, mas Portugal também vem despontando como destino almejado. Embora não exista intercâmbio de graça – apenas oportunidades de trabalho voluntário que arcam com os custos dos estudantes -, algumas organizações oferecem bolsas de estudo para interessados em estudar fora do país. Se tem um bom histórico escolar, vontade de aprender, e fôlego para estudar, procure essas oportunidades e vá em frente!