O avanço da vacinação em todo o país tem trazido esperança para as companhias aéreas brasileiras, que já comemoram números mais animadores, após amargarem um ano de 2020 com muitas perdas. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em abril deste ano, após a segunda onda de Covid-19, a demanda do setor caiu 61% na comparação com o mesmo mês de 2019.

Em maio, foram transportados mais de três milhões e meio de passageiros, representando uma queda menor, de 49%, se comparado a 2019. Já a ocupação das aeronaves chegou a 82%, indicando uma melhora das vendas de viagens no mercado doméstico, ainda mais comparado ao mercado internacional, que ainda apresenta forte retração graças ao fechamento das fronteiras e às restrições de viagens de turismo.

Para atender a essa demanda, a Latam Brasil já está investindo na recuperação de sua malha aérea no mercado interno, com previsão de até 90% dos voos existentes antes da pandemia. A companhia voltou a operar com todos os destinos que operava anteriormente, a partir do Aeroporto Internacional de Guarulhos, e já prevê a contratação de 750 pilotos e comissários até o fim do ano.

Já a Gol Linhas Aéreas anunciou, no início de junho, o aumento da sua oferta de voos diários, que passou a ser de 300, totalizando 54 mil assentos adicionais, todos os dias. Desde o início da pandemia, as companhias aéreas vêm se adaptando aos padrões sanitários para oferecer segurança aos passageiros e a digitalização humana continuará a transformar a experiência de viagem.

No novo normal, isso inclui conquistar a sua confiança antes, durante e depois da viagem, como:

  • exigência do uso de máscaras que oferecem maior proteção os passageiros;
  • renovação frequente do ar dentro das aeronaves;
  • assentos do meio livres;
  • higiene redobrada em cabines, corredores e banheiros;
  • álcool em gel disponível durante o voo;
  • controle sanitário antes do embarque.

Além disso, o check-in on-line obrigatório são medidas que ainda farão parte da rotina dos viajantes por muito tempo no pós-pandemia. Mas para as companhias que querem se diferenciar, será necessário ir um pouco além. Um relatório elaborado pela Sita, empresa fornecedora de tecnologia para o setor de transporte aéreo, indica que, daqui pra frente, a experiência de voar precisará atender todas as restrições e demandas dos passageiros.

Para evitar filas e circulação nos terminais de embarque, eles devem estar prontos para viajar antes de chegar ao aeroporto e, ao desembarcarem, ter toda a garantia de que serão liberados em tempo recorde, sem aglomerações. Para isso, será necessário investir em ferramentas digitais, como autorizações eletrônicas de viagens, uso de biometria (mesmo com uso de máscara), notificações de liberação de bagagens via celular, entre outras inovações.

Considerando a tendência de queda no número de viagens a trabalho, já que muitos empresários, durante a pandemia, passaram a realizar reuniões remotamente, as companhias terão que repensar suas malhas aéreas e não poderão praticar mais os mesmos níveis de preços.

Por outro lado, competirão por preços com passageiros de diversos perfis. Nesse novo cenário, os programas de milhas serão essenciais na retomada dos negócios. Para conquistar os passageiros, vale flexibilizar regras, ampliar o vencimento dos pontos, oferecer ofertas personalizadas, conceder descontos exclusivos e oferecer boas notícias para quem está louco para voltar a viajar e já está planejando o próximo destino.

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